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reforma apostólica

churchquakeMARCAS DO MINISTÉRIO APOSTÓLICO

Conforme o escritor Taylor, todos os apóstolos "devem ter tido consciência do chamado interior de Cristo, confirmado pelo testemunho inconfundível do Espírito Santo; sua vocação era reconhecida e aprovada pela Igreja." O Novo Testamento oferece uma visão clara do ministério apostólico de Paulo. Sobressaem aí quatro marcas bem distintas. Estes quatro pontos são por certo característicos de todos os apóstolos em todos os tempos.

  1. A Primeira Marca é o Chamado inconfundível de Deus - Paulo conta aos Gálatas que Deus mesmo o chamou e que, depois disso, não mais consultou a carne ou o sangue(Gl 1.15s). Orígenes é de opinião que Jesus não chama somente homens para seus apóstolos, mas também anjos. Em seu comentário ao evangelho de João, escreve: "Jesus não envia somente santos, mas santos e anjos. . . Pois não nos enganamos dando o título de "apóstolo" àqueles de quem está escrito: ‘Porventura não são todos eles espíritos servidores, enviados ao serviço dos que devem herdar a salvação?’ (Hb 1.14)…Se um homem é apóstolo porque é enviado…, então os anjos também são apóstolos daquele que os envia" (XXXII, 17).
  1. A Segunda Marca é a Escolha por Parte da Comunidade da Fé – Atos dos Apóstolos relata isto como parte do chamado divino. São mencionados cinco "profetas" e doutores na Igreja de Antioquia (At 13.1-3). Dentre eles, Paulo e Barnabé são separados pela comunidade, seguindo instruções proféticas, e são enviados pelo mundo com missão específica, como apóstolos. Contudo, essa missão vale somente para o tempo e o lugar a que foram delegados. Em certos casos, o mandato pode incluir somente uma comunidade ou até mesmo, argumenta Orígenes, uma única pessoa, para a qual, então, o enviado se torna um "apóstolo", emissário de Deus (Comentário sobre João, XXXII, 17).
  1. A Terceira Marca é o Reconhecimento da Igreja Como um Todo - Depois que Paulo e Barnabé foram enviados por sua Comunidade de Fé e trabalharam na Ásia Menor, procuraram a aprovação dos outros apóstolos. Gálatas 2.9 nos diz que Pedro estendeu a mão a Paulo e Barnabé em sinal de amizade, o que significa reconhecimento da missão apostólica desses dois homens também pelos demais apóstolos. Nesse contexto, Paulo usa palavras fortes, mostrando como estava ansioso por receber a aprovação dos demais apóstolos, a fim de que seu ministério não fosse em vão (GI 12.2). Sua preocupação era não perturbar de forma alguma a unidade da Igreja. Não queria que os outros pudessem dizer que nada tinham a ver com o que Paulo estava fazendo. Se isto acontecesse, pensava Paulo, seu ministério seria vão. Deveríamos prestar mais atenção a esta atitude de Paulo em relação à divisão na Igreja, para compreender como ele considerava séria ou antes, impensável -  uma divisão no seio da Igreja una.
  1. A quarta Marca é a Confirmação pelos "Sinais do Verdadeiro Apóstolo" - Usando esta expressão, parece que Paulo repete uma frase usada por seus oponentes de Corinto, a qual ele corrige e amplia, mas não desvaloriza (2Co 12.12; At  2.22; Rm 15.19; Gl 3.5; Hb 2.4). Interessante aqui é Paulo afirmar que os sinais, milagres e prodígios foram realizados “em grande paciência". Decerto, ele não quer dizer que houve circunstâncias particularmente difíceis. Provavelmente, deseja apenas realçar que tais milagres, sem levar em conta que não são critérios inequívocos (Mc 13.22; 2Ts 2.9), têm para ele pouca importância. De fato, ele se considera um "louco" (2Co 12.11), visto ser obrigado a falar em milagres por causa dos que o atacam. É preciso lembrar que, o ministério total é exercido "no Espírito". Para ele, sua fraqueza é um sinal mais convincente do que os milagres e prodígios operados nele ou por ele (2Co 12.9-10). Ernst Kasemann escreve: "Sua diakonia não é para ele um sinal menor do que as visões e revelações". Mas, ao mesmo tempo, não podemos esquecer a atitude de Paulo diante de Deus, e suas múltiplas experiências desses prodígios "extáticos" (2 Co 14.18; 12.2-4,12).
  1. Considera, por um lado, tais experiências como condição prévia de seu ministério (At 9.1s; Gl 2.2; At 16.9s;18.9s); mas, por outro lado, não as vê como fenômenos miraculosos essenciais.